
Movido por um icógnito impulso pulsando na direção do desconhecido, conheço cada vez mais a natureza mutável da nossa espécie. Inquietude, não sei se virtude ou defeito, povoa os caminhos elétricos da minha estrutura encefálica... falha, porém sonhadora da irreal possibilidade de alcançar o potencial máximo de toda estrutura que me forma como um ser dentro desse universo ou de qualquer outro que porventura fuja ao nosso conhecimento, mas que eu também faça parte. Mesmo sem saber a origem do conjunto de informações que batizamos de pensamento, mesmo sem saber como e de onde vêm, recebo-os com gratidão e deixo que irriguem minha vida da mesma forma que os antigos recebiam as chuvas dos céus e manifestavam-se em agradecimento ao Ser superior que das alturas nos assiste. Ora garoas que umidecem minha mente com a serenidade, ora furacões que estraçalham a vidraça de idéias frágeis e arrancam os alicerces de outras que não eram fortes o suficiente para permanecerem em pé. Tal fenômeno exige mudança, impõe desconstrução, construção se torna nescessária e o novo surge. Assim, pensamentos vêm e vão, umidecem, estraçalham, desconstroem e se encaixam para formar o gene de uma inconstância constante, base do DNA da evolução. Se o máximo é inatingível, se nem mesmo sabemos enxergar a linha que limita o almejado, então que ao menos cheguemos o mais próximo possível do tal. Morra e nasça novamente, estraçalhe-se e construa-se outra vez, deixe morrer o velho e observe o explendoroso nascimento do novo. "É de um império em ruínas que surge outro bem mais forte", Parteum.
"Não somos o que deveríamos ser; não somos o que queríamos ser; não somos o que iremos ser; mas, graças a Deus, não somos o que éramos", Martin Luther King .
"Não somos o que deveríamos ser; não somos o que queríamos ser; não somos o que iremos ser; mas, graças a Deus, não somos o que éramos", Martin Luther King .
5 comentários:
Inconstante como viver sem saber o amanhã e sem pensar no ontem.. Apenas olhar o hoje, o agora, o instante. Afinal, para que ser lembrado após a morte? após o pó, a fumaça, o nada. Será q viver não é o bastante? Para pensar melhor, deixo uma resma do(a) ilustre Pessoa, chamada Caeiro:
Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
A recordação é uma traição à Natureza,
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!
muito poer com sempre...
tbm convio e vc conhee a dúvida, talvez eja nossa maldição gloriosa!! questionar tanto sobre td e nunca encontrar ou saborearmos-nos com o pouco que obtemos,... em frente sempre para o alto pq nunca um rio passa pelo mesmo lugar duas vzs, ams será! ainda simvale a pena smepre partir do parto em direção a morte e renascer no outro dia nublado com sóis se espalhando para q possamos saber enfim q não somos libélulas e que nosso "um dia" chega e então novo dia se perfaz estruturado e maleável!! sempre!! SEMPRE!!
fruto da evolução.
pensamentos que nos levaram além e aquém.
da nona de bethoven... ao funk e seus tigroes.
oh grande espaço que nos afasta e nos une no lindo e feio universo do que somos. iguais e diferentes.
graças a Graça podemos verdadeiramente Ser, aqueles que nascemos pra Ser e não mais e finalmente eternos.
^^
abraço!
Só com base nesse primeiro (e não posso dizer pequeno) texto, tenho certeza de que vou virar mais do que frequentadora assídua disso aqui, quem sabe um fã, mais uma, como da maioria das coisas que você (e tudo que envolve sua rotinha) faz..
vou com certeza ler o resto, mas esse aqui.. ah esse aqui foi demais! É essa tal busca do maior potencial que todos nós temos, que poucos fazem idéia, e outros sedentarizados pela preguiça desse universo que já virou "humano", talvez encerrem sua passagem nessa vida sem nem se quer ter ouvido falar, que me brilha aos olhos. Gostei, gostei muito!
antes eu acredito, que a ordem natural das coisas que exercia o papel da mutação das coisas, o velho dava lugar ao novo, e então o novo chegava devagar, assim como chegou o velho, esperando aflito até se estabelecer. Hoje talvez o antigo ainda não esteja preparado para sair de cena e o novo já tomou seu lugar com os todas essas imposições que o mundo moderno tem e se nega a dizer que faça tal atrocidade.
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